A pandemia do novo coronavírus mudou a dinâmica do mercado de trabalho no Estado, no País e no mundo. Contudo, as incertezas do cenário agiram de forma variada nas micros e pequenas empresas cearense, já que, segundo o Sebrae, mais da metade desses negócios não reduziu a carga de trabalho ou demitiu funcionários durante a crise. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no Ceará, 52% dos pequenos e microempresários não reduziram jornada ou salários durante o período de retração da atividade econômica. Além disso, apenas 7% dos negócios consultados tiveram demissões de pessoas em regime formal de trabalho.

Os dados fazem parte de um levantamento nacional realizado pelo Sebrae em que foram ouvidas 6.470 micros e pequenas empresas em todo o Brasil. No Ceará, a amostra foi de 151 negócios participando da pesquisa. O levantamento aponta, porém, que 36% das empresas cearenses tiveram de suspender contratos durante a pandemia.

Outros 19% indicaram ter aplicado os mecanismos de redução de trabalho e jornada para os funcionários como meio de sobreviver durante o período de queda da atividade econômica, enquanto 2% negociaram a redução do trabalho com a compensação paga com uma parcela equivalente do seguro-desemprego. Outros 6% afirmaram que deram férias coletivas aos empregados para compensar o momento de crise.

Contudo, a pesquisa aponta que a maioria das empresas ouvidas no Ceará não possuía funcionários contratados pelo regime formal de trabalho, a Consolidação das Leis do Trabalho (CTL). Do restante, 26% dos negócios cearenses disseram ter demitido, enquanto 7% afirmaram não ter desligado colaboradores.

Em média, o levantamento aponta que as empresas demitiram pelo menos três funcionários desde o começo da crise causada pelo novo coronavírus. O número médio de pessoas trabalhando nesses negócios também é três.

Apesar dos números baixos de demissões e redução de jornada de trabalho para os funcionários, a pesquisa do Sebrae também indica que 77,1% das empresas registraram redução no faturamento durante a crise. Para 8,6%, o faturamento permaneceu igual, enquanto 7,4% indicaram uma melhora dos recursos movimentados pela empresa durante a pandemia.

Deixe seu Comentário